Utilizando o papel Sulfite no desenho realista

Por Maira Poli 21 de novembro de 2017

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Utilizando o papel Sulfite no desenho realista
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Lembro-me que, quando desenhava, utilizava o papel sulfite e o lápis 6B da marca Faber-Castell. E com isso eu reproduzia os meus trabalhos e gostava do que fazia. Porém, quando passei a pesquisar na internet alguns materiais específicos de desenhos. Até mesmo quando conheci a técnica realista, me deparei com um mundo de possibilidades.

Pesquisando e treinando, passei a entender melhor a função de cada material e porque algumas especificações eram necessárias. Entre elas, a diferença entre os papéis foi uma descoberta muito importante.

Com isso, comprei um papel para Desenho Escolar de 140g/m2 e alguns lápis graduados. Com a prática, consegui perceber melhor o porque alguns materiais para desenho não são interessante para essa técnica. 

Papel Sulfite 

Comumente conhecido como papel Ofício, A4, ou Offset, é um material muito utilizado em impressões, fotocópias e rascunhos. No desenho, é um dos materiais mais acessíveis para quem está começando. Igualmente é o mais utilizado em determinados tipos técnicas.

É um papel de cor branca, de textura lisa e com gramatura de 75g/m2 até 90g/m2. Ou seja, é um papel mais fino e delicado.

Benefícios do papel sulfite

Existem pontos positivos de se usar o papel sulfite. Ele é barato, de fácil acesso e pode ser usado para mais funções. Isso leva muitos desenhistas a utilizarem esse material.

No meu caso, por exemplo, eu tinha esse material em mãos e foi muito bom para que eu voltasse a desenhar.

Desvantagens do papel sulfite

Porém, especificamente para o Desenho Realista, esse papel acaba tendo alguns pontos negativos. 

Pode ser muito frágil para algumas técnicas de fricção e precisão aplicadas durante a execução do trabalho. A gramatura, isto é, a espessura do papel é muito fina e, por isso, o grafite acaba não aderindo ao papel , deixando uma camada superficial de grafite. Pode acabar borrando o desenho e dificultando o acesso a tons escuros.

Como se vê na imagem abaixo, o sombreamento pode ficar com pequenas manchas. Quando usamos o esfuminho – que também é feito de papel e utilizado para suavizar a porosidade do lápis -, o atrito sob a superfície do papel acaba sendo rígida. Marca todo o caminho que o esfuminho passar.

Quando usado o pincel para dar o acabamento final ele tem uma boa aceitação, mas o esforço necessário para que o desenho dê certo durante todo o processo acaba sendo cansativo.

Não estamos dizendo que você não pode desenhar no sulfite! É possível sim, como mostramos na imagem acima. Todavia, o processo pode ser mais difícil devido a pouca aceitação da técnica realista nesse tipo de papel mais sensível. Por isso, a orientação é optar por papéis que aceitem melhor a técnica.

E você pode fazer como eu fiz: opte por papeis também mais acessíveis, porém, com gramatura maior, entre 140g/m2 ou 180g/m2, de preferência. O mais comum é o papel da marca Canson C a grain 180g/m2, que é um pouco texturizado. Mas utilizando o verso desse papel, que é mais liso, você conseguirá se adaptar a ele com mais facilidade. Treine, estude, se aperfeiçoe e com a experiência irá conhecendo outros tipos de materiais.

O importante aqui é lembrar que, mesmo que não tenha o material correto ou adequado, não deixe de desenhar! 

Inspire-se lendo nosso artigo sobre a importância da prática!

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