Depoimentos de alunos: Jéssica Ramos

Por Samuel Torres 11 de setembro de 2019

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Hoje, na nossa série de depoimentos de alunos, vamos contar a história da aluna Jéssica Ramos.

A cada duas semanas, publicamos entrevistas motivadoras para te ajudar a entender o processo de aprendizado e lidar com as frustrações. Assim, os depoimentos podem te inspirar a alcançar o sucesso por meio da arte dos desenhos realistas.

A Jéssica trabalha com encomendas de desenhos e já até nos ajudou a escrever um artigo com dicas para esse tipo de serviço.

Conhecendo Jéssica Ramos

De origem humilde, Jéssica passou por dificuldades na infância. Por muitas vezes, a mãe costureira vendeu chup- chup (geladinho) pra ter algum dinheiro pra comprar remédios.

Porém, desde criança, Jéssica gostava de tudo que envolvesse arte, mas o desenho sempre foi uma paixão. Tudo o que ela via, queria desenhar. Nesse sentido, inventava histórias em quadrinhos, croquis de moda e, para isso, tinha o incentivo da mãe.

Na época, a família não tinha uma boa condição financeira, e a data de aniversário era a oportunidade para se aventurar no mundo da arte. Ela faz aniversário em janeiro, período de férias, então a mamãe caprichava na compra de material escolar. Os presentes de aniversário eram canetinhas, lápis de cor e papéis coloridos.

Depois que me mudei para um outro bairro, estudei em uma escola que fazia muitos trabalhos culturais. Lá eu recebia muito incentivo dos professores e sempre era elogiada pela minha criatividade e imaginação. Os professores  adoravam as minhas ideias e na maioria das vezes me chamavam pra pintar os murais da escola e enfeitar com as temáticas. Eu adorava, né? Vários trabalhos meus foram parar em exposições em eventos de educação na prefeitura. Minha mãe fazia a minha propaganda, levava meus desenhos e outros trabalhos para a fábrica onde ela trabalhava e mostrava as colegas dela toda orgulhosa!”

Os primeiros desenhos

No começo, Jéssica desenhava de tudo! Ela adorava fazer flores, roupas e animais, até começar a desenhar pessoas. Eram desenhos muito aleatórios, ou pelo menos de acordo com a temática que aprendia nas aulas de artes.

Um dos meus primeiros desenhos foi para um trabalho que tinha um cenário medieval como tema. A mãe, vendo o interesse da filha, comprava tudo o que achava que eu ia gostar.

Desenho feito aos 12/13 anos para um trabalho de escola. A personagem foi retirada de um prato ganho da mãe.

A descoberta do desenho a lápis

Na adolescência, Jéssica começou a se interessar por objetivos reais. Assim, começou a desenhar móveis de casa, a praça da cidade, até que um dia resolveu desenhar a própria foto. Era uma fotografia do book de 15 anos.

Na época, ela não sabia fazer graduações. Um dia, viu um artista desenhando na rua perguntou sobre a técnica utilizada. Ele usava barra de grafite e carvão. Logo depois, conseguiu comprar 4 lápis HB, como o 2B, 4B e 8B. Até ali, ela só conhecia o 6B.

Vaso de flores que enfeitava o rack de casa, desenhado em 2008

O retorno aos desenhos

Depois dessa fase, Jéssica passou por alguns problemas familiares. Não tinha mais amigos, se distanciou de pessoas próximas e se fechou. Estava sem ânimo para tudo e passava muito mal devido ao estresse emocional. Foi aí que ganhou um livro de pintar, estilo terapia anti stress.

Um tempo depois, em 2016, viu um vídeo do Charles e passou a acompanhar seu trabalho. Pensei: se ele pode fazer isso, eu também posso! Assim, começou a assistir todos os vídeos e, logo ele lançou o curso, se tornou uma de suas primeiras alunas.

“Nessa época não tinha tempo nenhum para fazer o curso. Final da faculdade, estágios, TCC… fiquei louca e não consegui concluir o curso a tempo. Não dava conta de nada! Mas eu percebi que, quando eu voltei a desenhar, eu me senti feliz. Parecia que faltava alguma coisa na minha vida pra ter sentido. Eu fiz somente 2 exercícios e já consegui fazer um desenho melhor do que aqueles que eu fazia. Dessa forma, o curso abriu a minha mente de uma maneira que me fez enxergar que nada é impossível.e

Ela diz ainda que, indiretamente, o Charles mudou a sua. Era como se estivesse por anos na escuridão, até que um dia ele falou: “sai daí menina! Toma vergonha e vai fazer o que você mais gosta!”. A partir daí, ela encontrou uma luz que faltava para se sentir bem e realizada.

O marido também desenha!

Hoje, Jéssica é casa com o Nikolas, que também sempre gostou de desenhar. Desde criança ele já tinha um certo talento, desenhava mangás mas, por motivos pessoais, parou de desenhar assim como Jéssica. Ele ficou em média 12 anos sem desenhar até que, em Dezembro de 2016, conheceu os trabalhos do Charles. A partir daí, resolveu se dedicar ao realismo.

Eu sei que eu deveria falar sobre mim, mas não consigo falar de mim sem citar o Nikolas, ele é parte essencial da minha vida. Tudo o que estamos construindo juntos é mais do que eu podia imaginar. Tenho um super amigo, companheiro e alguém que me apoia e ama a mesma coisa que eu, desenhar.

O que gostaria de compartilhar

Hoje em dia, eu faço muitas encomendas. Está difícil um emprego e ainda mais na minha área de formação, que não tem campo aqui na cidade que eu tô morando. Alguns meses são mais fracos, outros mais fortes, e assim vamos levando, tanto eu quanto o Nikolas.

Desde que comecei a trabalhar com encomendas, eu reparei um crescimento gigantesco nos meus trabalhos. Pelo fato de pegar fotos com baixa resolução e iluminação ruim, acredito que minha percepção melhorou uns 900%.

Antes, eu não fazia uma foto se não estivesse em alta resolução, mas hoje em dia eu desenho qualquer coisa, desde que seja nítido. O Nikolas também evoluiu muito no desenho. Boa parte dos trabalhos dele eram sem curso, mas depois que adquiriu o curso em meados de 2018, os trabalhos dele deram um grande salto e começaram aparecer mais encomendas.

Eu sinceramente não sei como ele consegue desenhar tão bem, já que tem astigmatismo, miopia, ceratocone, 70% de visão em um olho e 16% mais ou menos em outro. Eu brinco com ele que é por isso que ele enxerga minha beleza!”

Agora que você conheceu essa história, que tal acompanhar o depoimento de outra ex-aluna? É o caso do depoimento motivador da Beatriz Rezende!

Se você também tem uma história motivadora pra contar, comente neste artigo, converse comigo ou procure outros professores do curso de Desenhos Realistas Charles Laveso. Queremos ver a sua história publicada aqui no blog! Até a próxima!

Ah, aproveite para dar uma olhada no artigo sobre encomendas que contou com a colaboração da aluna Jéssica Silva Ramos. Boa leitura!

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