Depoimento de alunos: Fina Abellán Martínez

Por Samuel Torres 6 de novembro de 2019

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Hoje, na nossa série de depoimentos de alunos, vamos contar a história da aluna Fina Abellán Martínez.

A cada duas semanas, publicamos entrevistas motivadoras para te ajudar a entender o processo de aprendizado e lidar com as frustrações. Assim, os depoimentos podem te inspirar a alcançar o sucesso por meio da arte dos desenhos realistas.

A Fina é aluna do curso mas não chegou totalmente sem conhecimento. Ela já desenvolvia um bom trabalho. Porém, ao decorrer do curso, identificamos uma grande evolução, cuidado e meticulosidade, fazendo um trabalho cada vez melhor. Hoje, só de olhar um desenho dela, já sabemos de quem se trata. Isso porque ela adquiriu um traço único no desenho realista.

Vamos conhecer a história da Fina? Então continue a leitura!

Conhecendo Fina Abellán Martínez

Fina é natural da Espanha, nascida em uma cidade chamada Jumilla (província de Múrcia), uma cidade com cerca de 25 mil habitantes. A localidade tem a agricultura como principal economia, sendo que as videiras são referências na fabricação de vinhos.

Tenho 55 anos, tive uma infância comum e fui para a escola até os 14 anos, que era então obrigatório. Gostei muito de estudar e minha maior esperança era ter estudado Criminologia, pois sempre gostei mais de ciência do que de letras.

Fina não pode continuar os estudos porque não havia muitos recursos em casa. Assim, ela e as irmãs tiveram que trabalhar para contribuir com o sustento da família. Casou-se aos 18 e, prestes a completar 20 anos, teve o único filho.

Quando meu filho começou a crescer, meu marido me incentivou a retomar meus estudos. Porém, para seguir a carreira universitária em Criminologia, eu teria que percorrer 160 km todos os dias e com uma criança pequena não era viável.

A partir daí, Fina acabou fazendo um curso técnico em viticultura e enotecnia (vinificação), e passou a trabalhar nesta área. Em setembro de 2011, o marido foi diagnosticado com câncer e ela decidiu deixar o emprego para estar 100% do tempo com ele.

Passamos três anos muito ruins, mas felizmente, graças aos médicos, foi melhorando pouco a pouco. Hoje ele tem análises anuais e, embora haja sequências, é bastante bom.

O primeiro contato com o desenho realista

Em 2015, com o marido já em recuperação, ela se viu com tempo livre e a necessidade de se manter ativa. Logo, encontrou vídeos de origami na internet, e apesar de ter gostado, sentia que precisava de mais.

Procurando artesanato online, encontrei vídeos de pessoas que desenhavam lápis. Ele chamou minha atenção e eu comecei a procurar informações sobre as diferentes técnicas de desenho. Nesse sentido, desenhos feitos com lápis preto e branco me deixou perplexa. Um dia, vi um vídeo do Charles e não conseguia acreditar em quão facilmente esse homem desenhava e alcançava  aqueles resultados. Peguei um lápis e papel e comecei a me exercitar.

Daí foi um passo: ela descobriu o curso online de Desenhos Realistas. No começo, hesitou em fazê-lo porque se considerava muito ruim para os idiomas. Porém, foi incentivada pelo marido.

Em 2016, inscrevi-me no curso de Charles e, para mim, foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida. Encorajo todos os que gostam de desenhar a fazer este curso, porque posso garantir que há um antes e um depois.

Por mais difícil que pareça, o idioma é o menor dos problemas. Com o tradutor online, ela consegue administrar os termos e palavras do português que desconhece. Para ela, desenhar é uma terapia. Por isso, continua praticando e aprendendo todos os dias.

Eu acho que a vida é uma pista de obstáculos que deve ser superada. Há muitos que parecem intransponíveis e você não consegue encontrar uma saída. Porém, também é verdade que quando uma porta se fecha, uma janela se abre. Estou vivendo o presente e esperando o que o futuro reserva.

Desafios no aprendizado do desenho realista

Fina conta que os primeiros desenhos realistas de rosto pareciam, em suas palavras, um “desenho animado”. Nesse sentido, as proporções dos olhos, nariz e boca eram um verdadeiro um desastre! Um olho saía maior que o outro, cada um olhando para um lado, o nariz torto, assim como a boca.

Os materiais usado no desenho também foram uma surpresa para ela. No começo, Fina não sabia da existência de diferentes graduações de lápis.

Comprei um H, B, 2B e 4B e comecei a desenhar em um livro de desenho infantil de escola. Quando fiz o curso com vocês, aprendi que o papel também é importante para obter bons resultados.

No começo, eu queria alcançar o tom final com apenas uma camada de lápis e que não poderia esfumar. Pouco a pouco, aprendi a fazer várias camadas e a subir de tom, de um lápis mais duro para um mais macio. Em suma, muita paciência e muita prática!

Atualmente, Fina está dominando a técnica de grafite, mas pratica com carvão há um tempo e percebe uma dificuldade em deixar o desenho limpo.

Gosto muito da mistura de carvão e grafite, acho que é alcançado um resultado muito mais realista e bonito, mas ainda tenho muito a aprender. Atualmente, sinto que meu trabalho estagnou e não avança. Hoje, para mim, é um desafio dominar essa técnica e obter texturas e cabelos de pele realistas.

Expectativas para o futuro no desenho realista

Penso que o conhecimento de novos materiais, juntamente com as novas técnicas de desenho, seria uma boa opção para melhorar e atingir um nível mais alto do que eu já tenho.

Também acredito que muitas vezes nos acomodamos, como você diz, na zona de conforto e não tentamos desafios pessoais. Não tenho nenhum problema de ansiedade. Posso passar horas e horas com um desenho tentando torná-lo perfeito, mas muitas vezes não consigo chegar onde quero.

Agora estou feliz, no sentido de que estou desenhando há pouco tempo e neste mundo você nunca para de aprender.

Não sei se estou errada, mas não faço desenhos por encomenda à maioria das pessoas me pedem. Tenho pedidos quase todos os dias, mas digo não. Eu descobri esse mundo do desenho e quero fazer o que gosto e não o que eles me impõem. Eu respeito todos aqueles que fazem encomendas, seja por necessidade financeira ou por prazer, mas eu não tenho esse objetivo.

Não quero me contentar com o que foi alcançado até agora e acredito que não atingi meu objetivo. Continuarei observando, praticando e aprendendo um pouco mais a cada dia.

O ambiente de trabalho da aluna Fina

Agora que você conheceu essa história, que tal acompanhar o depoimento de outra ex-aluna? É o caso do depoimento motivador da Cláudia Quintal!

Se você também tem uma história motivadora pra contar, comente neste artigo, converse comigo ou procure outros professores do curso de Desenhos Realistas Charles Laveso. Queremos ver a sua história publicada aqui no blog! Até a próxima!

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