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A história humana é marcada de significados. Há um anseio em significar nossos feitos. O próprio cérebro humano é assim. É Composto por incontáveis circuitos neurais e programas automáticos.
Eles interagem entre si, como numa sociedade. Competem entre si e dando ordens ao corpo. Tudo em prol da sobrevivência e do bem estar do indivíduo.
Toda essa maquinaria é gerenciada, ou pelo menos assistida, pelo sistema central. E esta é a parte da consciência e do raciocínio, que dá significado a tudo.
Nada fica sem significado. O cérebro trabalha incessantemente para dar sentido a tudo que por ele passa.
Todo pensamento ou percepção passa pela trama da lógica, onde estão sujeitos também os pensamentos e sentimentos mais profundos, como medos, traumas, aspirações, desejos, lembranças. Ou seja, todos os acontecimentos e projeções passam por esse filtro dos dramas e da subjetividade. E carregam de emoções as expressões humanas e suas reflexões.
Junto com essa necessidade de dar sentido às coisas, vem a necessidade de expressão. A necessidade de materializar o que se pensa ou sente.
História da arte
A arte é a forma mais antiga de expressão. Antes mesmo de existir a escrita já haviam manifestações artísticas nas paredes das cavernas e rochas, onde se representava cenas do cotidiano, da caça e da interação social, onde já se exprimia tal necessidade de expressão, seja por fator místico, ou por simples representação de seres e ideias.
Ao observarmos a arte no desenrolar da história, notamos que esta é um extrato da era a que pertence, de seus valores, crenças, dramas e conflitos, seja para fazer críticas sociais ou simplesmente para representar as emoções e sentimentos humanos, mas sempre com algum significado.
Até mesmo a ausência de sentido como no movimento artístico Dadaísta, criado durante a primeira guerra mundial, carregava um sentido inerente; o de representar a falta de sentido da guerra.
A arte na Pré-História
Em uma rápida recapitulação da arte, ao longo do tempo vemos a sua primeira manifestação na pré-história. Período de 1.000.000 a 4.000 a.C, quando surgiram os primeiros hominídeos.
Nessa época, começaram as primeiras manifestações artísticas de pinturas nas rochas e cavernas. Onde se reproduzia o que se via na natureza com técnicas simples.
Há uma teoria de que representações da caça, por exemplo, eram feitas por caçadores. Tinham o princípio mágico de que ao representar um animal sendo capturado, elevariam as chances de que isso de fato acontecesse.
Ao desenrolar dessa era vemos o homem em sua evolução mental e criativa, desde a elaboração de objetos feitos com madeira, pedra e ossos, o início da agricultura, artesanato e construções de pedra.
E no fim desta era o desenvolvimento da metalurgia, surgimento de cidades, invenção da roda e da escrita.
A arte na Idade Antiga
Nas eras seguintes, tanto a complexidade humana evoluía, quanto suas formas de expressão artística. Como na Arte Egípcia, que era composta pelos hieróglifos. Estes são a escrita avançada e símbolos.
A Arte Grega por sua vez, representava o homem como centro da perfeição e da arte. Usava pinturas, estátuas, edificações e monumentos que valorizavam-no em todos os aspectos. Seguida pela Arte Romana, baseada na cultura grega.
A Arte Paleocristã, no entando, era baseada em Jesus Cristo, como forma de disseminar seus ensinamentos. E por fim, a Arte Bizantina. Era baseada na reprodução das culturas greco/romana e oriental.
A arte na Idade Média
Este período, conhecido como Idade Média ou Idade das Trevas, iniciou-se em 476 e terminou em 1453. Foi marcado pelo domínio da igreja católica nos meios políticos, econômicos e sociais. Um período de controle e opressão onde houve um grande declínio do pensamento e da ciência.
Mesmo sob o sistema religioso e opressor a arte não se calou. Desenvolveu estilos próprios de sua era, principalmente na arquitetura das catedrais, onde se destacaram os estilos Românico e o Gótico. Com raízes na antiguidade clássica e influenciado pelos antigos povos germânicos.
A arte também se manifestava nas pinturas, esculturas, livros e vitrais das igrejas. Sempre influenciada pela Igreja Católica com a função de representar os ensinamentos bíblicos.
Renascimento, o despertar
O Renascimento marca o período de redescoberta e de revalorização da antiguidade clássica que evoca ao ideal humanista e naturalista. O homem volta a ser o centro.
Nesse período retorna o valor ao conhecimento, à filosofia e à arte. Se destacam vários artistas como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Rafael, Botticelli, Donatello, Caravaggio, entre outros.
Artistas que se inspiraram na antiga cultura grega, a qual prezava os valores, o pensamento e as emoções humanas.
A partir desse período houve então um crescimento exponencial da cultura, dos conhecimentos, da ciência e da expansão da arte. Tudo isso direcionado a todos os povos, não apenas à elite ou ao clero.
A Idade contemporânea
Acontecimentos que marcaram essa era foram:
- Revolução Francesa;
- Primeira Guerra Mundial;
- Segunda Guerra Mundial;
- Guerra Fria.
Essa é a era que gerou a realidade que constatamos e vivemos hoje. Uma era marcada pela produção e desenvolvimento da tecnologia.
O conhecimento começou a ser difundido amplamente.
Primeiro através de livros impressos em grande escala, levando o conhecimento para todos os lugares. Logo em seguida vem a difusão da internet, levando o conhecimento para outro nível, hoje então, vivemos a era da informação.
O conhecimento se tornou rápido e facilitado, tendo tudo ao poder de um clique. O passado não está mais encerrado em seu tempo, mas composto em dados que se pode buscar facilmente para questões de análises.
Podemos olhar para trás e vislumbrar todo o percurso que nossa raça percorreu para chegar até onde estamos hoje. Vivemos uma era mágica!
Porém, todo esse conhecimento, usando uma expressão de Zygmunt Bauman, tornou o mundo líquido. Tudo muda rapidamente, temos a sensação de que não há nada sólido.
Aquela segurança herdada dos antigos gregos, que analisava tudo friamente, que tudo poderia ser explicado, gerou um firme pensamento sólido.
Mesmo com o advento do Cristianismo, a igreja trouxe respostas às perguntas mais viscerais da humanidade, que é o questionamento sobre a razão de ser e estar no mundo.
A “queda” do domínio da igreja e a volta da “razão”, aliados a essa fluidez do conhecimento, trouxe o questionamento a tudo, não se tem certeza de nada.
Todos os pilares que moldaram as gerações anteriores como bem e mal, certo e errado, céu e inferno, se desfizeram, restando apenas questionamentos e incertezas, e o deparar-se com esse mundo diluído, traz o grande vazio contemporâneo. Portanto, a busca por sentido é a grande questão de nossa era. Na arte se busca significado e na vida, sentido.
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