Prática X Compreensão

Por Maira Poli 3 de outubro de 2017

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Prática X Compreensão
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O melhor caminho para os que almejam uma evolução no desenho é, sem dúvida, a prática. A minha experiência confirma este fato, não só analisando a minha trajetória, mas também acompanhando o desenvolvimento de inúmeros aprendizes.

A cada exercício é possível perceber mudanças sutis que funcionam como pequenos degraus e que resultarão em um aprendizado eficaz.

A mente possui importante papel neste processo de aprimoramento e por isso precisa se abrir ao enorme leque de informações disponíveis, assimilando-as e questionando-as.

Afinal, a prática precisa ser acompanhada da compreensão. Receber informações prontas não fará você adquirir o entendimento correto de determinado processo ou crítica.

O aprendizado deve ser constante e contínuo e mesmo quando já existe uma certa experiência, é importante não estagnar, pois na arte há incontáveis possibilidades de aprimoramento.

Importante frisar que o aperfeiçoamento não envolve apenas a percepção da técnica, mas também o conhecimento das ferramentas e suas inúmeras possibilidades de uso.

Desta forma, é possível estimular a interdependência, tornando-se apto para fazer escolhas baseadas na observação e na adaptação individual.

É como se fossem etapas distintas, mas que na realidade precisam ser trabalhadas juntas. A percepção do que se imprime no papel e o entendimento do que existe à disposição em ferramentas para chegar a esse fim, fará com que o artista se torne único e dono de sua própria arte.

Para o iniciante na prática do desenho, as informações parecem infinitas, podendo até tornar o processo mais difícil e confuso. Por isso, muitas vezes, é importante ter o auxílio de um professor.

Ele agirá como mediador neste processo, encurtando e mostrando o melhor caminho a seguir. De forma contrária, quando se é mais experiente, é preciso tomar cuidado para não se acomodar e se sentir demasiadamente seguro e confortável, pois ao se acostumar com a bagagem evolutiva em determinada etapa, é provável ocorrer uma certa estagnação.

Existem muitas pessoas que preferem seguir sozinhos, são os chamados autodidatas. Não há problema algum, desde que não deixem a vaidade e o orgulho a frente do aprendizado.

A autocrítica realista, aliada ao compartilhamento de informações propiciarão excelentes resultados.

Procure não só absorver o que é de seu interesse, mas entenda o caminho dos grandes mestres e o que foi preciso para chegar até determinada excelência, participando e sendo também detentor de conhecimento, sentindo-se, com isto, mais seguro.

Evite tornar-se dependente de opiniões e pontos de vista alheios.

Eles são bem vindos e muitas vezes necessários, mas em certo momento é preciso desvincular-se desse apoio e passar a trabalhar a sua própria maneira de ver, pois, se o outro percebe a sua arte, você também pode compreendê-la, desde que estimule cada vez mais a sua percepção e, mais ainda, a sua essência.

Olhando de uma maneira mais prática, no momento que o interesse de evoluir aflora, inicia-se um processo de pesquisa intensa sobre materiais e técnicas, o que nos dias de hoje tornou-se um processo mais acessível, graças à internet que nos possibilita pesquisas bem abrangentes, que quando lapidadas podem propiciar um ótimo caminho, sem regras e sem limites.

Treine seu pensamento para formular questionamentos que te possibilitem aprender com experiências alheias.

Não faça perguntas simples como: “Quais materiais você utiliza”? Ao invés disso, pergunte: “porque você escolheu trabalhar com tais ferramentas? ”.

Quando alguém lhe disser que precisa mudar algo em seu trabalho, procure saber o porquê de tal opinião e analise com cautela e com sinceridade, e se a crítica for construtiva, assimile a informação para crescer com ela.

Ultrapassando a barreira da passividade e transformando o seu processo evolutivo em ações pró ativas, o resultado eficaz com certeza refletirá em você e também na sua arte!

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