Dúvidas sobre materiais para desenhos realistas? Veja nosso guia atualizado!

Por Robson Almeida 25 de março de 2017

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materiais para desenhos realistas
Dúvidas sobre materiais para desenhos realistas? Veja nosso guia atualizado!
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Você concorda com alguma dessas afirmações?

  1. Materiais para desenhos realistas são caros e difíceis de encontrar;
  2. Desenho realista é somente um lazer, por isso não vale a pena gastar dinheiro com materiais;
  3. É impossível fazer um bom desenho realista sem os materiais adequados;

Se você concordou com a primeira frase, ficará feliz em saber que está errado. Mostraremos como é possível encontrar materiais a valores acessíveis, esteja onde estiver.

Se você concordou com a afirmação número 2, é sinal de que ainda não consegue  enxergar claramente como pode fazer do desenho uma profissão viável.

Então leia até o fim para conhecer exemplos de desenhistas que ganham dinheiro com isso, tanto ou mais do que eles ganhariam em um emprego tradicional.

Por fim, se você está preocupado em não evoluir na técnica do desenho realista por não ter acesso aos materiais adequados, saiba que essa crença é comum entre muitos alunos iniciantes do curso virtual de desenhos realistas do professor Charles Laveso.

Para ajudar você a entender sobre materiais para desenhos realistas e assim ter segurança para descartar mitos como esses, reunimos aqui informações valiosas. Você verá neste guia atualizado:

  • Como escolher lápis para desenho?
  • Que papel usar em desenhos realistas?
  • Materiais para efeitos de luz e sombra;
  • E, ainda, no final uma dica importante, aproveite!

Como escolher lápis para desenho?

Os desenhos realistas a lápis podem ser coloridos ou tons de cinza. Aqui, vamos focar nos trabalhos produzidos em diferentes tonalidades de grafite, desenhos tão realistas que até parecem fotografias.

Prático e versátil, o lápis é composto basicamente de madeira e grafite. O que poucos conhecem é o que existe além disso. Pronto para descobrir os segredos desse material tão importante?

A maioria das pessoas conhece apenas o famoso lápis escolar número 2, que pode ser encontrado até nas menores cidades, em papelarias, empórios ou armazéns.

A evidência mais remota conhecida para o uso do lápis foi em 1565, na Inglaterra, com o grafite posicionado entre duas partes de madeira.

Tonalidades de grafite

Somente bem depois, no século XVIII, que a atual escala de tonalidades foi criada por Lothar Faber. Ele classificou 14 variações:

6H, 5H, 4H, 3H, 2H, H, F, HB, B, 2B, 3B, 4B, 5B e 6B

Para entender essa escala de tonalidades, você precisa saber que o conteúdo do lápis não é puramente grafite, mas sim uma massa composta também por argila.

Os números correspondem à intensidade de um atributo predominante em inglês. O mais duro é o 6H, onde a letra faz referência a HARD.

O 6B (BLACK) é o mais macio, consequentemente tem o traço mais escuro. As tonalidades intermediárias são F (FINE) e HB.

São 14 tons que permitem infinitas combinações e efeitos, como veremos mais à frente.

Curiosidades sobre a grafite

Você sabia que além do lápis, a grafite está presente em baterias e lubrificantes? Além disso, é base de revestimentos para altas temperaturas (incineradores e fornos), utilizados na indústria cerâmica, produção de metal, cimento e petroquímica.

Brasil e China têm as principais reservas, sendo que em nosso país elas estão concentradas em Minas Gerais, na Bahia e no Ceará.

De coloração cinza-escuro, esse mineral tem tem átomos de carbono na sua composição. Embora sólida, a grafite se desmancha com muita facilidade e por isso não é usada sozinha no lápis.

Assim, vem da argila a rigidez necessária. É dessa mistura que surgem as diferentes tonalidades, que variam segundo a concentração de cada elemento.

Lápis carvão

O contraste tem papel fundamental em desenhos realistas à lápis. E para obter tons mais escuros que o do grafite, a alternativa é utilizar o lápis carvão.

As marcas mais conhecidas utilizados por desenhistas são:

  • Faber-Castel
  • Caran’Dache
  • Conté à Paris
  • Derwent
  • Cretacolor

Diferentes marcas trazem diferentes resultados e sensações ao usar, alguns são bem negros e macios, como o Pierre Noire da Conté à Paris. Outros são mais rígidos e apresentam fuligem misturado com o carvão, e ao usá-los fica arranhando, como se tivesse areia. Isso depende também do tipo e da qualidade do carvão.
Cabe ao desenhista testar para ver o que mais lhe agrada.

Os lápis mais usados pelo Charles e sua equipe são o Pierre Noire e o Nero da Cretacolor, que é um composto de carvão com cera e aditivos, que lhe dá um aspecto mais viscoso.

Que papel usar em desenhos realistas?

Existem no mercado inúmeros modelos de papel para variadas finalidades. Esse produto sempre teve grande importância para a civilização, possibilitando a transmissão de conhecimentos.

Foram os egípcios que desenvolveram os primeiros pergaminhos à base de junco processado com água. O resultado tinha espessura semelhante a um tecido.

Sua utilização hoje é muito variada:

  • dinheiro;
  • jornais;
  • embalagens;
  • cartões;
  • livros;

Também no desenho, o papel teve grande influência ao longo da história. Resumidamente, ele influencia na dinâmica do seu trabalho. Mas em vários tipos de papel é possível obter bons resultados.

Usando um papel mais poroso, você terá que trabalhar com um lápis mais duro. No papel liso, é melhor um lápis macio.

“Se você usar um papel que não te agrada, a dificuldade de alcançar o resultado vai ser maior. Já usei papéis que grandes artistas indicam e acabei não gostando muito. De todos que eu já usei, o que eu mais gosto e indico é o Fabriano 4L”, recomenda o professor Charles Laveso.

Mas o próprio papel escolar da marca Canson também pode ser usado. Seu verso é menos poroso, enquanto a frente é bem rústica.

Outros tipos de papel bastante usados em desenhos realistas são o Lavis Technique, da marca Canson (com aspecto acetinado), além do Lana Bristol e Winsor & Newton.

De que forma são produzidos os efeitos?

Para conferir verossimilhança aos desenhos realistas, são utilizados recursos técnicos para dar volume e profundidade, contraste, textura, luz e sombra, etc.

O professor Laveso orienta que são 3 os materiais mais utilizados para dar aspecto esfumaçado aos desenhos: pincel macio(com as cerdas cortadas pela metade para que fique mais firme ao trabalhar com grafite), esfuminho e papel higiênico.

“Prefiro usar o pincel número 8 ou o número 4, mas é uma escolha pessoal. Esfuminho, uso dois: um grosso e outro mais fino, sempre bem lixado para que mantenha-se limpo, além de papel higiênico dobrado em forma triangular usado em áreas maiores”, detalhou Charles.

Dica Extra: traçado com mesa de luz

Uma ferramenta muito difundida no mercado gráfico, a mesa de luz possibilita um traçado perfeito em seus desenhos. Você pode utilizar esse recurso para na reprodução de fotografias e até fazer montagens.

O mecanismo é bem simples: basta posicionar a folha em branco sobre a imagem a ser replicada, ambas sobre a mesa. Quando a energia é acionada, a luz atravessa o papel, transparecendo a silhueta da imagem. Então, basta fazer o traçado.

Uma alternativa à mesa de luz é o decalque, que consiste em uma folha sulfite preenchida de lápis grafite usada como papel carbono, colocada entre o papel de desenho e a foto de referência para tirar o traço.

No vídeo a seguir você entenderá melhor a importância de um traço bem tirado e as formas de obtê-lo:

Lista de materiais para desenhos realistas

Iniciantes costumam ficar perturbados ao descobrir a infinidade de materiais para desenhos realistas que os artistas nacionais e estrangeiros utilizam. Ao pesquisar na internet, se impressionam com a enxurrada de informações e são levados a acreditar que é necessário gastar muito para praticar o desenho.

Esse medo pode desmotivar muita gente interessada em aprender, pois ainda não descobriram que é possível adquirir uma lista essencial gastando pouco. Por isso, não se preocupe com a variedade de marcas e modelos, já que materiais sofisticados não são indispensáveis para se fazer bons desenhos. No primeiro momento, foque em desenvolver sua técnica.

Preciso comprar produtos sofisticados?

Com o passar do tempo, ocasionalmente até pode sentir necessidade de comprar algum material que torne mais fácil alcançar determinado efeito, mas verá que nem sempre isso é preciso. Materiais para desenhos realistas bem simples como lápis nacionais e papel Canson comum, aliados a uma boa técnica trazem bons resultados.

Para exemplificar, vejamos um ótimo trabalho do desenhista Samuel Torres. “Esse desenho que fiz a um tempo atrás, usando lápis comum de graduações H, HB, 2B e 4B, esfuminho, borracha fina, lapiseira e lenço de papel higiênico folha dupla para espalhar o grafite. Com pouco dinheiro e muita força de vontade para aprender é possível alcançar resultados inimagináveis no desenho realista”.

Quais materiais para desenho devo usar?

Se você está começando na área e não pode gastar muito, confira uma lista dos materiais para desenhos realistas gastando até R$ 60:

  • Lápis: Faber-Castell série 9000 de graduações: H, HB, 2B, 4B e 6B
  • Papel Canson linha escolar 140g/m² ou Canson Desenho 220g/m²
  • esfuminho n°2
  • lapiseira 0.5mm
  • mina 0.5mm 4B da marca Pentel
  • caneta borracha Tombow 3.8mm
  • caneta Bic sem tinta (para usar como boleador)
  • lenço de papel ou papel higiênico folha dupla macio (para espalhar o grafite)

A maioria desses materiais você encontra nas papelarias de sua cidade, o que não encontrar poderá adquirir pelo site a seguir: http://bit.ly/2nHkvp9

Uma recomendação importante sobre o papel é que por ser texturizado, deve-se usar o lado mais liso, geralmente o verso.

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