Quanto exigimos de nós mesmos? Estou me cobrando demais?

Por Maira Poli 31 de outubro de 2017

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cobrando demais
Quanto exigimos de nós mesmos? Estou me cobrando demais?
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“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece o inimigo nem a si próprio, perderá todas as batalhas.”(- Sun Tzu general)

Nós seres humanos somos seres sociáveis. A interação social faz parte de quem somos. Quando conhecemos nossos limites, nossas reações e nossas motivações, encaramos situações turbulentas de forma mais racional, diminuindo assim, o risco de tomarmos decisões impulsivas e até mesmo errôneas.  

Ainda crianças, desde os primeiros dias de desenvolvimento, nosso aprendizado já estava atrelado às relações interpessoais e intrapessoais.

Neste processo, a busca em seguir o exemplo que nos é imposto como sendo correto, pode também gerar cobranças internas que nos acompanhará por toda a vida.

Assim como em outras profissões, o artista vive em um ambiente de intensa cobrança. Há uma certa pressão social para acumularmos novas conquistas e excelentes resultados.

Ficar estagnado ou, pior ainda, descer um degrau virou sinônimo de ser perdedor. Não fosse o bastante a excessiva cobrança externa, ainda temos que lidar com a cobrança interna muitas vezes ainda maior.

A ambição para alcançar resultados cada vez melhores, que em certa dose pode ser algo bom, uma motivação para continuar evoluindo, pode alcançar proporções altas demais e injustas.

A busca da auto superação e de se equiparar ao nível de artistas mais avançados, pode provocar ansiedade, crises emocionais e imensa frustração.

Portanto, não se cobre tanto. Não sinta a necessidade de percorrer caminhos pré-estabelecidos. As pessoas são diferentes, as trajetórias também.

Ande no seu ritmo e não se compare com os outros. A cobrança excessiva transforma o artista em uma pessoa cética aos elogios que recebe e críticos ao extremo.

Fica a todo momento se comparando e criando um nível de exigência que não é necessário e nem saudável.

A frustração, no final das contas, é fruto das expectativas criadas. O artista ao querer alcançar um resultado de excelência, se depara com o medo de errar a técnica, gerando alta ansiedade e atrapalhando todo o processo, impedindo que tenha uma real percepção e que possa curtir o prazeroso momento que é desenhar.

Então, pense: Se o medo e a ansiedade me fazem errar, por que então continuo a me sentir assim?

Quando paramos com essas exigências em excesso, a ansiedade e outros sentimentos negativos também irão cessar. Assim, será possível trabalhar de uma forma mais produtiva e tranquila.

Além disso, conseguirá ver com mais clareza todo o processo que já passou e não terá medo do que virá a seguir, pois saberá que cada passo já é um degrau na escada do progresso.

Por isso é importante o autoconhecimento, com clareza e humildade para filtrar o que é genuíno, tendo paz na consciência de que somos suficientes em nossa essência, procurando sempre o aperfeiçoamento do nosso ser.

Não precisamos mais do que cabe em nossas aspirações ou particularidades individuais, pois o que passar disso será apenas ilusão e vaidade, que trará mais males do que benefícios.

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