Atitude ou comodismo?

Por Maira Poli 25 de agosto de 2017

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Atitude ou comodismo?
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Na ciência, o princípio básico do ciclo da vida é: nascer, crescer, reproduzir e morrer. Aprende-se isso na fase escolar e o ato de nascer e morrer é incontestável. O que nasce, morre.

Mas o tempo e o processo entre nascer e morrer e o que se faz nesse período, é que é a questão. Entre o nascer e morrer há um processo de crescimento pessoal, o desenvolvimento humano.

Na psicologia, todo o processo – desde o nascimento até o envelhecimento – é dividido por fases.

Dentre essas fases, o auge do amadurecimento físico, cognitivo e psicossocial está no que chamam de “adulto jovem”, que ocorre entre os 18 e 35 anos de idade.

Nesta fase, o adulto está fazendo a transição da adolescência, deixando de olhar somente a si e passando a perceber o que está ao seu redor, criando um senso de compromisso e responsabilidade.

Tudo o que viveu até esse momento pode fazer parte de suas escolhas futuras, fazendo com que esse indivíduo enxergue a si mesmo, descobrindo valores e escolhendo os caminhos que irá seguir nessa trajetória, seja pessoal e/ou profissional.

Em ambos os pontos há o desejo de ser bem sucedido em suas escolhas. Nem tudo depende da nossa vontade, pois há fatores ao redor que influenciam nas atitudes e nos resultados que esperamos.

Contudo, o grande lance que pode definir esses caminhos é se você é (ou será) um adulto que espera as coisas chegarem até você, ou se corre atrás de seus objetivos, dos seus sonhos.

Atitude ou Comodismo?
As oportunidades são acontecimentos que tendem a auxiliar na melhoria da qualidade de vida do indivíduo.

Elas podem surgir a qualquer instante e é preciso estar preparado para esse momento incerto e imprevisível, mesmo com toda a insegurança que esta expectativa ocasiona.

Quando há uma preparação para o futuro, é possível com facilidade abraçar as oportunidades que surgirem, fazendo de cada etapa um degrau para a evolução.

Mas, o que acontece de pior é quando o indivíduo não trilha esse caminho e espera que o destino tome conta e, como dizem, muitos esperam que as coisas caiam do céu em suas mãos.

E isso não está relacionado somente a carreira, mas também ao pessoal, ao modo de ver e viver a vida. São momentos que decidem o que virá a seguir, talvez não agora, mas quando passar dessa fase de construção e entrar na fase de colheita, na velhice.

Do amanhã não se sabe, mas podemos nos preparar para que seja positivo.

Por isso a importância de ser consciente do mundo ao seu redor, preparando-se para as oportunidades, trilhando seu caminho sem esperar do acaso as definições para sua vida.

Assim, estará fazendo a sua própria oportunidade aparecer.
Lembrando que oportunidade é diferente de comodismo, sendo uma a ocasião favorável a algo acontecer; e a outra é aceitação de situações com facilidade, respectivamente, e não estão interligadas.

Um exemplo prático e que está relacionado à área de trabalho que atuamos: o desenho.

Para muitos desenhistas o prazer de desenhar é o suficiente, gosta do que faz e o pratica para o próprio bem estar e lazer. E não há problema nisso, se há satisfação e realização pessoal.

Porém, para o desenhista que deseja ser um profissional na área e tê-la como uma fonte de renda, ou até mesmo para ter certo destaque entre os demais, seja em nível regional ou global, é preciso correr atrás e estar preparado para as oportunidades, fazendo-as acontecer, através de muita dedicação, sem se deixar levar pela estagnação e comodidade.

Não é preciso englobar em sua carreira diversas habilidades, se não o desejar, mas é preciso estar apto e seguro na especialidade que escolher.

Conhecer novos artistas, fazer contatos, ser curioso quanto ao aprendizado, testar e treinar técnicas para facilitar o trabalho, entre outros.

Com isso, estará preparado e irá ter parâmetros de comparação e assim conseguir ver com mais clareza o ponto que deseja alcançar.

Realçando que, esse processo de aprendizado e evolução tem uma característica contínua, frequente e de renovação.

Se o ambiente que está não lha proporciona oportunidades, então é preciso fazê-las acontecer.

O auto desafio e a descoberta de si em relação ao todo e a si próprio pode ser trabalhado de uma forma saudável e natural, impulsionando o artista/indivíduo a um patamar de destaque, desde que este tenha atitudes positivas e ascendentes, sem se render ao comodismo e ao acaso.

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