Como você está apontando os seus lápis?

Por Maira Poli 21 de setembro de 2017

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apontando seus lapis
Como você está apontando os seus lápis?
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Sabe-se que para a arte não há limites. E que, dependendo da imaginação de cada artista, tudo que está ao seu redor pode funcionar como ferramenta. Porém, algumas são primordiais para executar ou auxiliar em determinada técnica, podendo variar na sua forma, mas não necessariamente na sua função.

Para artistas que trabalham com os lápis, o apontador é uma dessas ferramentas: pode variar a sua forma, mas a sua função é a mesma, de manter a madeira e mina longas e afiadas, proporcionando uma maior precisão e controle ao artista, já que pode ver com clareza o traço e o efeito que o lápis produz em determinada forma de uso.

Aqui, falaremos dos três mais comuns: estilete, apontador comum e apontador de manivela

Se todos têm a mesma função, como saber escolher?

Os resultados são diferentes de acordo com cada forma de apontar e antes de escolher o que é melhor para si, é preciso entender um pouco sobre suas particularidades. Abaixo temos uma simulação de duas formas de pontas do lápis: uma mais longa e uma mais curta.

Inicialmente, ambos os lápis estão muito bem apontados e ao usá-los durante o trabalho, a mina irá desgastar (em azul). Enquanto as pontas mais longas proporcionam um tempo maior de duração do grafite devido a sua altura mais alongada, as minas mais curtas ficam chanfradas com uma velocidade maior, pois a base mais grossa está muito perto da ponta. Então, a altura acaba interferindo na velocidade do desgaste da mina, onde a ponta curta precisa ser renovada com maior frequência.

Então, existe o melhor apontador?

Na imagem abaixo demonstramos na prática as três formas mais comuns de se apontar o lápis. Da esquerda para a direita, com o auxílio de um estilete, apontador de manivela, original de fábrica e apontador escolar comum, respectivamente.

Na maioria das vezes os lápis já vêm apontados direto da fábrica, como mostramos no terceiro lápis da imagem. É uma ponta longa, mas não tão afiada. Porém, a partir daí será preciso escolher um método para renovar essa ponta.

O lápis afiado com o estilete é o mais longo e possivelmente manterá a ponta afiada por mais tempo. Porém, será preciso um certo tempo dedicado a apontar e afiar a mina, mas o tempo é recompensado na hora do uso.

O apontador comum é o de mais fácil acesso e geralmente confere uma ponta mais curta, chanfrando a mina rapidamente. Ou seja, desgastando com mais rapidez. Logo, a ponta fica mais grossa, penetrando com maior dificuldade no papel e proporcionando um acabamento mais rústico e poroso, sendo preciso apontar o lápis mais vezes durante o trabalho.

Além de ter um design mais elaborado, o apontador de manivela produz uma ponta longa e afinada e o processo de apontar é rápido e simples, sendo um dos métodos mais eficientes. Um dos pontos negativos é o custo, que, dependendo da marca, pode ser um tanto elevado. Porém, há de se pensar em custo x benefício.

Há outras ferramentas para apontar, como as lixas finas para afinar as minas ou até mesmo o apontador elétrico, de custo bem mais elevado e de acesso não tão facilitado, entre outros. São apenas alguns citados, pois a tecnologia se renova e há muitas opções.

Concluindo

Fazemos questão de sempre orientar que o material não é o fundamental para um excelente resultado, podendo trabalhar com o que é acessível, mas alguns facilitam o processo. O importante é manter a ponta do lápis sempre bem fina para que seja possível um acabamento mais refinado ao seu trabalho, pois, como já foi dito, pontas grossas deixam o desenho poroso e com um aspecto rústico.

Não limite sua capacidade às suas condições, pois, quem faz a obra são suas experiências e seu expressar interior.

 

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