Abrindo mão do suposto “saber”

Por Samuel Torres 13 de dezembro de 2017

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Abrindo mão do suposto “saber”
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Há um conceito popular de que as crianças aprendem rápido e fácil; e que os mais velhos apresentam certa dificuldade de aprendizado.

Até certo ponto essa ideia é verdadeira, pois a criança tem por natureza o cérebro mais aberto ao aprendizado, estando apta a assimilar muitas coisas com mais rapidez.

Porém, uma boa parte da suposta dificuldade que os adultos ou mais velhos apresentam deve-se mais por bloqueios mentais do que propriamente por incapacidade mental.

Por quê as crianças aprendem fácil?

Lendo o livro Maestria, de Robert Greene, pude observar algo muito interessante: o que possibilita as crianças estarem mais abertas ao aprendizado é justamente o fato de serem crianças, de sentirem-se naturalmente inferiores, dependentes dos adultos.

Sentem que não sabem e isso não as incomodam, pelo contrário, as instigam a aprender, pois não carregam orgulho. Com isso, são totalmente abertas ao aprendizado e através disso, percebo: essa é a “chave” para aprender qualquer coisa.

A necessidade de desconstruir

Com a passagem da infância e adolescência para a fase adulta, muito conhecimento é adquirido: há a formação da personalidade, a definição de valores e toda a bagagem de experiências e responsabilidades que a vida adulta traz. O indivíduo vai se afirmando cada vez mais, sentindo-se completo, tendo a sensação de que sabe das coisas.

Porém, esse processo pode criar bloqueios à novos aprendizados, pois esse suposto “saber” gera um orgulho sutil e muitas vezes inconsciente. Dessa forma, quando se depara com algo que não domina ou não sabe, cria um espaço de fuga, encerrando qualquer possibilidade de assimilar novos conhecimentos ou de se aprimorar.

Sendo assim, o primeiro passo para aprender qualquer coisa é desconstruir tudo o que sabe ou acha que sabe sobre algo, esvaziar-se.

É como entrar na auto escola tendo recebido instruções antes ou até já sabendo dirigir, terá, porém, que reaprender a conduzir o veículo nas aulas para se livrar de hábitos viciosos e errôneos, absorvendo informações de pessoas capacitadas nesse assunto. Assim, poderá contemplar aquilo que observa, absorver, compreender de fato.

Na prática do desenho é preciso exercitar com a mente aberta, sem preconceitos ou ideias formadas. Encare tudo como novidade, sentindo os materiais, objetos ou ferramentas, entendendo como se comportam e aos poucos ir estreitando o entendimento sobre a relação deles com sua mão. Aos poucos, suas ferramentas vão se tornando partes de você, uma extensão do seu corpo.

Um bom exemplo prático são os alunos que estão no Curso de Desenhos Realistas para Iniciantes. No decorrer das aulas até a conclusão dos exercícios, apresentam trabalhos exuberantes como esses abaixo, mostrando técnicas mais desafiadoras que às das próprias vídeo aulas do curso.

Veja belos trabalhos feitos por alunos do curso de Realismo para Iniciantes:

Acreditamos que, ao entrar no Curso de Realismo para Iniciantes, esse aluno abre mão do suposto conhecimento, submetendo-se aos ensinamentos do curso, às avaliações e orientações dos professores, sempre com a mente aberta, aprendendo assim, muito mais, desenvolvendo técnicas e percepção incríveis!

Assim, passa a ser como a criança que citamos lá no começo: não no sentido de infantilidade e fragilidade, mas por se abrir ao aprendizado sem orgulho.

Se você tem pouco ou nenhum conhecimento sobre a técnica do desenho realista e deseja mergulhar nesse aprendizado, esvaziando-se de todo suposto conhecimento e desfrutar de um aprendizado transformador, o nosso Curso de Realismo para Iniciantes é para você! Não perca tempo e se inscreva ainda hoje e faça parte dessa família que só cresce! Nos vemos lá no grupo de alunos!

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